Alberto Botti

Arquiteto e sócio do escritório Botti & Rubin.

Aos 85 anos de idade e 62 anos de atividade profissional, Alberto Botti segue ao lado de Marc Rubin à frente do escritório Botti & Rubin, um dos mais ativos de São Paulo e do país. Nascido em Santos-SP, em 1931, Botti formou-se na Universidade Mackenzie, em 1954, e foi estagiário do arquiteto Oswaldo Bratke  – Doutor Oswaldo, como ele ainda prefere dizer – e associou-se a Rubin, em 1956.

Nesses 60 anos, a dupla fez casas, pequenos edifícios, grandes edifícios residenciais, centros de lazer e uma série de torres corporativas que pontuam o skyline da capital paulista. O mais conhecido deles é certamente o conjunto do CENU, na zona sul da cidade, mas os projetos mais charmosos estão no bairro de Higienópolis, região central: são prédios residenciais que reúnem a textura do concreto aparente a persianas – muxarabis reinterpretados – de madeira.

Botti foi também presidente do IAB/SP e da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea), da qual foi um dos fundadores. E participou também da articulação que transformou o antigo Sinenco em Sinaenco, com a entrada das empresas de arquitetura na organização.

Nesta entrevista, gravada em sua sala, na sede do Botti & Rubin, o arquiteto defendeu a necessidade de organização dos profissionais para a valorização do projeto, discutiu o planejamento urbano das cidades brasileiras e contou um pouco sobre sua carreira e projetos realizados, desde o tempo do “Doutor Oswaldo”.


Alberto Botti – História do escritório Botti & Rubin e relação com o Sinaenco

“Nós tínhamos sindicato de arquiteto, de engenheiro, mas não tínhamos o sindicado de empregador, para o necessário diálogo. O Sinaenco veio para preencher essa lacuna, tanto para os engenheiros, quanto para nós arquitetos”.


Alberto Botti –  A importância da arquitetura e do urbanismo

“A arquitetura está ancorada em três pontos: capacidade de atender o cliente, visão econômica e aspecto plástico”.

 

Alberto Botti – Os desafios da cidade de São Paulo

“Tenho visto, sem nenhuma crítica, que os prefeitos de São Paulo têm boa vontade e alguma visão dos problemas. Mas falta uma retaguarda profissional que lhes permita enfrentar esses problema com mais realidade”.