BIM na Indústria da Construção

André Vasconcellos (ArcelorMittal), Carlos Costa (Trimble) e Marcelo Cuadrado (ABCIC), sob a mediação de Giovani Costa (Geribello), falaram sobre a importância das mudanças relacionadas ao BIM nos segmentos que fornecem materiais para a construção civil, e sua integração com todos os atores envolvidos neste segmento. Foram abordadas possibilidades como o uso de peças seriadas e marcadas – relacionadas, também, ao uso de BIM nas obras, para além de projetos -; utilização de materiais que agilizam e trazem qualidade à construção, como concreto pré-fabricado; e o desenvolvimento de bibliotecas BIM por fornecedores.
BIM nas Rodovias

Gabriela Fumagali e Thiago Davi Rosa (DNIT), além de Fábio Mendonça (Nova Rota do Oeste) e Larissa Vieira (DER), discutiram a implementação do BIM em projetos de construção ou manutenção de rodovias, com foco na capacitação de equipes, estabelecimento de cadernos e planos de execução em BIM. Eles ressaltaram os benefícios relacionados à padronização de informação, redução de erros e retrabalho e maior precisão de custos e prazos, e a importância de retornar os conhecimentos adquiridos à sociedade, sobretudo nas contratações e implementações públicas.
BIM Imobiliário

O painel formado por David Oliveira (Solibri), Fernanda Cruz (Nortis Incorporadora), Giuliano Polito (Tecnisa) e Sandra Nasser (Tegra Incorporadora) abordou experiências em BIM no mercado imobiliário. Eles discutiram a importância de gerar dados com qualidade e promover ferramentas e processos que possam ajudar o BIM a passar dos projetos para os canteiros de obras, facilitando que a metodologia proporcione um hub de informações ao longo de todo o ciclo de vida do empreendimento.
BIM nos Trilhos

Cibele Alves (CPTM) e Paulo Andrade (MRS) formaram um painel sob a mediação do presidente do Sinaenco, Russell Ludwig, com o objetivo principal de abordar os avanços do BIM no segmento de transportes ferroviários. Os palestrantes trouxeram as experiências de suas empresas com o BIM, ressaltando a importância de uma boa governança, capacitação de equipes e integração com parceiros para que a metodologia de fato funcione no segmento, e suas potencialidades possam ser aproveitadas ao máximo para melhorar a construção e manutenção da infraestrutura ferroviária brasileira.
BIM para Escritórios de Arquitetura

Carla Estrella (Könisberger Vannucchi) e Anderson Zanutto (Kröner e Zanutto Arquitetos) formaram um painel mediado pela arquiteta Miriam Addor (Addor Associados) a fim de compartilhar os benefícios alcançados e os desafios enfrentados quando o assunto é o BIM em escritórios de arquitetura. Os participantes conversaram sobre a modelagem como uma porta de entrada do BIM nos escritórios, ressaltando a mudança drástica pela qual as empresas que eles representam passaram, sob liderança da alta gestão, a fim de se adaptar e investir em tecnologias visando ao longo prazo. Como benefícios, eles ressaltaram a maior produtividade, o senso de melhoria contínua e a maior qualidade dos projetos entregues a partir dos novos processos e tecnologias implementados.
BIM no Saneamento

Fabio Fujii (JNS Engenharia) mediou um painel composto por Lamara Gomes (Saneago), Cahuê Carolino (Sabesp), Douglas Nóbrega (Compesa) e Calvin Iost (Cetrel), no qual foram discutidas as experiências de implementação do BIM nas empresas de saneamento no Brasil do ponto de vista dos contratantes. Os profissionais ressaltaram a importância do BIM sobretudo para a manutenção e gestão dos ativos, e os desafios de implementação no setor e de mudança de mentalidade para a contratação de projetos em BIM. Eles também discutiram o estabelecimento de fluxos de trabalho, indicadores, bibliotecas BIM e ambiente comum de dados para o sucesso do modelo.
BIM na Construção Pesada

Daniel Lepikson, Cristiano da Silva e Rafael Malfato (Odebrecht Engenharia & Construção) e Gustavo Brito (Andrade Gutierrez) discutiram as inovações relacionadas ao BIM na indústria da construção pesada, sob a mediação de Erik Santos (Andrade Gutierrez). Ao mesmo tempo em que há evolução tecnológica, percebe-se que os cronogramas tornam-se mais curtos, prejudicando prazos e custos, e as cadeias de suprimento mais complexas, o que dificulta o ganho de produtividade no segmento. Ainda assim, as empresas acreditam na capacidade do BIM de contribuir para projetos mais colaborativos, eficientes e inovadores.
Fotos: Ricardo Maizza