BNDES: concessões em saneamento vão demandar projetos e movimentar a economia

O novo marco legal do saneamento, sancionado em 15 de julho, coloca o setor na agenda dos gestores públicos e contribui para atrair novos players para esse mercado, avalia o chefe do Departamento de Desestatização e Estruturação de Projetos do BNDES, Guilherme Albuquerque. Ele participou no dia 31 de julho de live promovida pelo Sinaenco, dentro do projeto Diálogos A&EC.

Segundo Guilherme, os atuais projetos do Banco para atração de capital privado em saneamento preveem investimentos de R$ 55 bilhões. Estão aí incluídas as concessões do sistema de saneamento da região metropolitana de Maceió (AL) e da cidade de Cariacica (ES), cujos leilões estão previstos para ocorrer em setembro. Além do processo de concessão de água e esgoto de municípios do Rio de Janeiro, atualmente na fase de consultas públicas.

Numa segunda onda de investimentos, Guilherme cita projetos no Rio Grande do Sul e no Ceará, que devem ir a mercado no início de 2021. E antecipa ainda uma terceira onda, já que outros Estados e municípios vêm procurando o BNDES para estruturar modelos de negócio em saneamento com a participação da iniciativa privada.

“Temos uma janela de 12 a 18 meses de um pipeline robusto, que vai demandar investimentos, projetos e movimentar a economia”, disse.

>> Confira, a seguir, os destaques da live.

Novo modelo de contratação do BNDES para consultorias
(pergunta de Carlos Mingione, presidente nacional do Sinaenco)

Planos municipais de saneamento
(pergunta de Carlos Eduardo Curi, presidente do Sinaenco/RJ)

Gerenciamento dos contratos de concessão do BNDES
(pergunta de Tamara Aragão, presidente do Sinaenco/SC)

Certificação de projetos
(pergunta de Mirtes Macêdo, presidente do Sinaenco/PE)